Quanto ganha um jovem aprendiz e quais benefícios ele pode receber
Sabia que ser um jovem aprendiz é dar os primeiros passos para entrar no mercado de trabalho e adquirir experiência desde cedo? A preparação envolve atividades na companhia e aulas teóricas e práticas. Mas quanto ganha um jovem aprendiz?
Calma! Primeiro, vamos entender algumas questões.
O Programa Jovem Aprendiz foi criado pelo Governo Federal para inserir os jovens no mercado e auxiliar a economia brasileira.
Assim, em todos os estados do país, as empresas de médio e grande porte – que tenham ao menos sete funcionários – devem separar entre 5% e 15% dos cargos para contratar aprendizes.
Os requisitos básicos para participar do Programa – que podem passar por algumas alterações dependendo da empresa – incluem:
- ter entre 14 e 24 anos;
- estar cursando o Ensino Fundamental ou Médio;
- ter entre 4 e 6 horas diárias disponíveis para as aulas teóricas e atividades práticas remuneradas.
Algumas das instituições mais conhecidas por oferecerem vagas de jovem aprendiz são os Correios, a Caixa Econômica Federal, o Itaú e o Bradesco.
O salário do jovem aprendiz é um dos atrativos. A renda é uma maneira de garantir sustento e ajudar a família. O trabalho dá experiência de mercado ainda na época da escola.
Ficou interessado em saber mais sobre quanto ganha um jovem aprendiz, em que áreas ele pode atuar e quais as vantagens de embarcar nessa jornada? Leia, a seguir, o material que preparamos para você!
Quanto ganha um jovem aprendiz?
Conforme tabela do Ministério do Trabalho e Educação, a média salarial do jovem aprendiz varia conforme cada município e Estado.
- Em São Paulo, por exemplo, a cidade com o maior salário é Piraju, com valor médio de R$ 1.911,49.
- No Rio de Janeiro, a cidade com maior salário é Itatiaia, com média salarial de R$ 1.711,12.
- Já em Minas Gerais, Dom Joaquim é a cidade com maior salário, e média em torno de R$ 1.509,33.
De acordo com o site Vagas, a média salarial nacional para um jovem aprendiz no Brasil é de R$1.189,00.
Além da remuneração, o jovem aprendiz conta com benefícios como contrato de trabalho especial, com anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social; e salário entre 1/2 a 1 salário-mínimo federal.
Veja outros benefícios que também são recebidos:
- auxílio-alimentação;
- auxílio-transporte;
- pagamento do décimo terceiro;
- contribuição ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
O estudante tem direito, ainda, a férias após um ano de casa. Vale lembrar que o contrato do jovem aprendiz dura dois anos em média.


Quem pode ser jovem aprendiz?
Para ser um jovem aprendiz, segundo o Ministério do Trabalho e Educação, é preciso estar cursando regularmente ensino fundamental ou médio, ter idade entre 14 e 24 anos e apresentar desempenho escolar positivo.
Além dos requisitos mencionados, algumas instituições podem estabelecer outras condições para que os jovens sejam selecionados. Confira alguns deles:
- possuir renda familiar de no máximo 50% do salário-mínimo;
- estar matriculado pelo menos no 9º ano do ensino fundamental ou superior na Educação para Jovens e Adultos (EJA);
- ter frequência nas aulas;
- não ter participado de outra seleção de jovem aprendiz na mesma empresa;
- não ter carteira de trabalho assinada.
Ao cumprir todos os requisitos, o interessado pode se candidatar a uma vaga em empresa pública ou privada.
Em que áreas o jovem aprendiz pode trabalhar?
O jovem aprendiz pode desempenhar papéis em diferentes áreas profissionais. Alguns exemplos incluem:
- Administração;
- Atendimento ao cliente;
- Comércio e varejo;
- Logística;
- Setor bancário e financeiro
- Produção Artística.
Dentro desses setores listados, o jovem pode atuar como aprendiz de assistente de Vendas, de Manutenção de Edificações; operador de Telemarketing; copeiro; e controlador de Entrada e Saída, por exemplo.
É importante lembrar que o jovem aprendiz executa tarefas em organizações privadas ou públicas, com o objetivo de desenvolver habilidades profissionais, adquirir experiências corporativas e aprimorar os conhecimentos para o mercado de trabalho.
Quais são as vantagens de ser um jovem aprendiz?
Agora que você já sabe quanto ganha um jovem aprendiz, vamos analisar outras vantagens. O salário e a experiência adquirida do Jovem Aprendiz são os principais benefícios do programa.
Esse vínculo empregatício ajuda na aprendizagem teórica. Porém, o jovem tem a chance de colocar em prática tudo aquilo que absorve, pois está inserido numa empresa.
A carga horária reduzida, entre 4 e 6 horas diárias, também é uma vantagem importante do programa.
Com essa dinâmica de tempo, as aulas escolares não ficam prejudicadas e o estudante consegue organizar o tempo e investir em formação escolar e profissional simultaneamente.
Além disso, mesmo com o intuito de aprimorar habilidades profissionais, o jovem aprendiz também conta com benefícios e direitos.
A assinatura em Carteira de Trabalho e o FGTS são dois exemplos desses direitos que o estudante tem durante o seu tempo de atuação no programa.
Férias e 13º salário também são direitos com os quais o jovem aprendiz é contemplado.


Perfil do jovem aprendiz mais procurado pelo mercado
O intuito do jovem aprendiz é garantir a aprendizagem teórica e prática para que possam integrar a força de trabalho brasileira.
Nesse sentido, o perfil mais procurado pelo mercado é de pessoas interessadas e dispostas a aprender enquanto contribuem com a sociedade.
Algumas das características importantes para o programa são:
- curiosidade;
- dedicação;
- assiduidade;
- pontualidade;
- organização;
- disciplina.
Ter vontade em dar seguimento aos estudos e à carreira também é essencial para o jovem que busca se destacar.
Isso porque o contrato do Jovem Aprendiz não é prorrogado ou renovado. Ele expira depois do prazo determinado no momento da sua admissão.
Após essa data, a permanência do jovem na empresa em que está vinculado pode ser possível por meio de contrato de vínculo empregatício.
Esse vínculo não é contemplado pela Lei da Aprendizagem e, portanto, deve passar por uma contratação tradicional, dentro das normas da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Trata-se de uma boa notícia, pois, assim, o jovem entra no programa como aprendiz e sai como colaborador efetivo.
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