Pressão arterial alta: sinais e como monitorar em casa
Muita gente convive com a pressão arterial alta sem saber. A hipertensão, como os médicos chamam tecnicamente, raramente dói e raramente avisa. Por isso, os especialistas a conhecem como a “doença silenciosa”: ela pode estar presente por anos antes de causar qualquer sintoma perceptível.
O problema é que, nesse tempo todo, ela vai fazendo seu estrago. A pressão arterial alta sobrecarrega o coração, danifica os vasos sanguíneos e aumenta significativamente o risco de infarto, AVC e problemas renais. No Brasil, ela afeta cerca de 30% dos adultos, ou seja, aproximadamente 1 em cada 3 pessoas.
Neste artigo, portanto, você vai entender o que é pressão arterial alta, quais sinais merecem atenção, como monitorar em casa e o que fazer para manter os níveis sob controle.
O que é pressão arterial e quando ela é considerada alta?
A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias ao ser bombeado pelo coração. Os médicos expressam esse valor em dois números:
- Pressão sistólica (o número de cima): pressão no momento em que o coração se contrai e bombeia o sangue
- Pressão diastólica (o número de baixo): pressão no momento em que o coração relaxa entre um batimento e outro
Os valores aparecem em milímetros de mercúrio (mmHg). Para adultos, uma pressão normal fica abaixo de 120/80 mmHg.
O diagnóstico de pressão arterial alta, ou hipertensão, ocorre quando os valores ficam iguais ou acima de 140/90 mmHg em medições repetidas. Entre 120/80 e 139/89, o estado recebe o nome de pré-hipertensão, e também merece atenção.
Por que a pressão arterial sobe?
Na maioria dos casos, cerca de 90%, a hipertensão não tem uma causa única identificável. Os médicos chamam isso de hipertensão primária ou essencial. Ela se desenvolve ao longo do tempo, sob influência de uma combinação de fatores:
- Histórico familiar (genética)
- Excesso de peso
- Consumo elevado de sal
- Sedentarismo
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Estresse crônico
- Envelhecimento
Em uma parcela menor dos casos, a pressão alta surge como consequência de outra condição de saúde, como doença renal ou alterações hormonais. Nesse cenário, os médicos a chamam de hipertensão secundária.
Quais são os sinais da pressão arterial alta?
Na maioria das vezes, a hipertensão não provoca sintomas, especialmente nos estágios iniciais. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta em uma consulta de rotina ou após um evento mais grave, como um infarto ou AVC.
No entanto, quando a pressão sobe muito, alguns sinais podem aparecer:
- Dor de cabeça intensa, especialmente na nuca
- Tontura ou sensação de cabeça pesada
- Visão embaçada ou borrada
- Zumbido no ouvido
- Sangramento nasal sem causa aparente
- Falta de ar
Vale lembrar que esses sinais não são exclusivos da hipertensão, outras condições também os provocam. Sendo assim, a única forma de confirmar se a pressão está alta é medir.
Como medir a pressão arterial em casa
Monitorar a pressão em casa é uma prática que cardiologistas recomendam, especialmente para quem já tem diagnóstico de hipertensão ou histórico familiar. Além de prático, o monitoramento domiciliar ajuda a identificar variações ao longo do dia e fornece informações mais completas para o médico avaliar.
Como fazer a medição corretamente
- Fique sentado em repouso por pelo menos 5 minutos antes de medir
- Mantenha os pés apoiados no chão e as costas encostadas na cadeira
- Apoie o braço na altura do coração, sobre uma mesa, por exemplo
- Não fale, não se mexa e não cruze as pernas durante a medição
- Evite café, cigarro e exercícios físicos nos 30 minutos anteriores
- Meça sempre no mesmo horário, preferencialmente de manhã, antes de tomar medicamentos
Com qual frequência medir
Para quem já tem diagnóstico de hipertensão: siga a orientação médica, geralmente uma ou duas vezes ao dia. Para quem monitora como prevenção, uma vez por semana já é suficiente para acompanhar tendências.
O que fazer quando a pressão está alta
Uma medição isolada acima do normal não significa, necessariamente, que você tem hipertensão. Afinal, a pressão varia ao longo do dia e pode subir em situações de estresse, dor ou após atividade física. Por isso, o médico faz o diagnóstico de hipertensão com base em medições repetidas.
Se você notar valores consistentemente acima de 140/90 mmHg, procure um médico. Não tente ajustar a medicação por conta própria e não interrompa o tratamento se já faz uso de anti-hipertensivos, isso pode causar uma elevação brusca da pressão, com risco de complicações graves.
Em situações de pressão muito alta acompanhadas de sintomas intensos: dor no peito, falta de ar, confusão mental e dificuldade para falar, procure atendimento de emergência imediatamente.
Hábitos que ajudam a controlar a pressão arterial
O tratamento da hipertensão quase sempre combina medicação com mudanças no estilo de vida. Mesmo para quem ainda está na faixa de pré-hipertensão, os hábitos a seguir fazem diferença real:
- Reduzir o sal: o sódio retém líquido no organismo e eleva a pressão. O ideal é consumir menos de 5g de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá
- Manter um peso saudável: cada quilo a menos representa uma queda média de 1 mmHg na pressão sistólica
- Praticar atividade física regularmente: 30 minutos de caminhada moderada na maioria dos dias já ajudam a reduzir a pressão
- Reduzir o consumo de álcool: além de elevar a pressão, o álcool em excesso reduz a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos
- Parar de fumar: a nicotina eleva a pressão de forma aguda e acelera o dano nos vasos sanguíneos
- Gerenciar o estresse: técnicas de respiração, meditação e atividades prazerosas ajudam a controlar a resposta do organismo ao estresse
Quem está por trás do monitoramento da pressão?
Em consultórios, clínicas, hospitais e postos de saúde, o técnico em Enfermagem realiza a medição da pressão arterial, monitora os sinais vitais dos pacientes e acompanha pessoas com hipertensão no dia a dia.
Esse profissional domina procedimentos como aferição de pressão, coleta de sangue e administração de medicamentos e atua com pacientes em diferentes estágios de tratamento. Por isso, é uma das profissões de saúde com maior presença na rotina dos brasileiros e com alta demanda em todo o país.
Monitorar é o primeiro passo para cuidar
A pressão arterial alta é uma condição séria, mas controlável. Medir com regularidade, adotar hábitos mais saudáveis e seguir o acompanhamento médico são atitudes simples que fazem uma diferença enorme na qualidade de vida a longo prazo.
E tudo começa com um gesto pequeno: apertar o botão do aparelho e verificar como está sua pressão hoje.
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